26 outubro 2012

fogo de artifício

uma vez estava a voltar para casa e era quase meia noite, estava uma noite média, nem fria nem quente, nem chuva nem luar, meio encoberto, misterioso, estava a passar por aquela rua que há em cima do monte, olhas para a frente e vês só a planície urbana e atrás a serra, natureza imponente, nesta noite não se via porque estavam demasiadas nuvens no céu, estava nessa rua e vejo um carro parado, mais ou menos no meio da rua, pensei logo que raio de sítio para mandar uma, mas os vidros nem estavam embaciados nem nada, fui aproximando o meu carro e depois vi, lá ao fundo, a propósito do encerramento de umas festas regionais quaisquer, o fogo de artifício, vista privilegiada da estrada do monte, encostei eu também, pus o pisca para a direita, e ali fiquei, o motor do carro a perturbar-me, passado um bocado desliguei-o, chegaram mais dois carros, tiveram um momento de hesitação, vou fazer sinais de luzes a estes pacóvios que estão aqui parados?, mas depois também se renderam ao espectáculo visual, éramos quatro, encostados à direita, ficámos lá os dez minutos que aquilo durou, ligamos os respectivos carros e seguimos caminho, eu falo por mim, até vinha meio morta pela estrada afora, aquele momento deu-me uma boa energia qualquer, olha para mim, que parva, a criar ligações com pessoas dentro de carros

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