30 dezembro 2012

não devíamos ter que escolher

temos sempre, dizes tu, do alto da tua altivez, redundância redonda, aliteração a mais,
pois, digo-te eu, cá de baixo da minha alma todavia feliz, mas não devíamos ter que escolher já, eu sei lá o que é que quero ser quando for grande, o problema é que o que decidimos agora já é a valer, como na escola quando jogávamos aos berlindes ao ganhas, era toda uma nova dimensão, o medo de nunca veres mais o teu guelas preferido que tinha partes douradas que brilhavam, agora também é tudo ao ganhas, ou ao perdes, e é difícil, tantas convenções a esmagar-me o cérebro de todos os lados, no final fica assim uma ervilha pequenina com capacidade de pensar adiantado no máximo em semanas, nem me venham falar de meses, anos, de vida, qué isso?,

eu já escolhi algumas coisas, uma delas ter tempo, disseram-me no outro dia que soava a uma mulher de trinta anos, espremida pelo stress do quotidiano, pois bem, tinha razão, eu agora escolhi largar (quase) tudo, focar-me no último ano de faculdade - último? ai - escolhi oito horas de sono por noite, escolhi
Amar
assim, desligando do contexto óbvio, porque me faz feliz, e se não tenho tempo para ser feliz... qual é o objectivo?, o meu objecto é um sorriso de orelha a orelha quando me vê, de metro e oitenta, só de (d)escrever fico feliz, tudo bem, está tudo bem, mesmo

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