02 dezembro 2012

o bairro não faz sentido

toda a gente diz o bairro, o bairro, qual bairro, pá!, há tantos e tão melhores, mas o bairro é que é, olha para mim não faz sentido, as pessoas iguais, as tascas iguais, as paredes, as ruas, os nomes das ruas, iguais, é o bairro,
vinha a conduzir, não ia depressa, na marginal, um idiota a abrandar sem razão aparente à minha frente, nem houve estrondo nem nada, vejo o que parece ser um capot a voar à minha frente, só que com pernas e pêlos, o meu carro ainda deu um soluço quando passou por cima duma pata, era um cão, afinal era um cão, grande, espero que tenha morrido logo, que infelicidade morrer assim, numa noite de dez graus no meio da marginal,
aborrece-me o bairro,
prefiro
sei lá o quê, parecia que queria escrever, mas se calhar não, vai na volta ainda escrevo mais cinquenta linhas de nada para quem tiver paciência de as ler até ao fim, aqui fica o aviso,

esvai-se tudo dos dedos, fica a mente a trabalhar, tic-tac,

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