08 dezembro 2012

relâmpago

quando me esqueço de ser livre, num relâmpago me acodes o espírito, apertas-me com força, espremes-me tudo para fora, queres fazer uma limonada de mim?, tenho sumo, muito, já reparaste, com certeza, não é preciso açúcar nem nada, há uns meses deixei de beber café com açúcar e não faz assim tanta falta, é só experimentares, palavras soltas à roda na minha cabeça, acho que a indisposição destes dias é nervosismo, mil e uma borboletas - pannonica, my butterfly - a dançar o vira no meu estômago, nem sei bem porquê, pára de chover quando nossas bocas se encontram, assim, num relâmpago

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