29 junho 2013

três, quatro anos numa aragem

e agora
nunca mais ciganos de algés, Olhá bófia, olhá bófia!, nunca mais 750 malcheiroso no inverno, no verão, à tarde e à noite, nunca mais escolher o melhor trance que tenho para descer a rampa de terra, nunca mais a rampa de terra, nem a outra, essa demoras logo mais 5 minutos, totó, nunca mais o acenar para alguém sempre conhecido na esplanada, nunca mais carlos caires cravar-me isqueiro, nunca mais pinho vargas dizer-me adeus, nunca mais cristina brito da cruz a contar que teve que preencher 354 inquéritos, nunca mais a carla do bar Bom dia, Martinha, então o teu Tomás, nunca mais grelhados todo o santo dia, nunca mais a calma pachorrenta dum elefante anestesiado da sara da reprografia, nunca mais lutar pela cordialidade com o segurança para conseguir uma sala, nunca mais pensar where the fuck is this room?!, nunca mais acenar à inês robert e ela saber o meu nome, nunca mais elogiar o cabelo da dona rosa para conseguir o comprovativo a tempo, nunca mais escaldões na esplanada, nunca mais amarelo parede corredor comprido, nunca mais ir ao piso s, nunca mais senhor vítor a oferecer-me água no elevador, nunca mais viagem de elevador de 57 segundos para chegar ao dois, nunca mais gritar Elevador! quando ainda vou no corredor, nunca mais pagar as propinas a horas, nunca mais burocracias, nunca mais esperar que ensaios da sinfónica terminem, 
licenciada, fogo

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