05 outubro 2013

hamburgo

(não, não está assim tão frio)

um dia estávamos às três da manhã no pátio da tua casa na margem sul, dormimos, acho que fui só eu, meia hora e fomos para o aeroporto, duas grandes malas, uma mochila, uma trompa e uma guitarra, os casacos mais pesados vestidos porque já não cabiam, apesar de mesmo assim nos termos tido, ai jesus a conjugação, que sentar em cima delas para fecharem, as malas, nesse dia estivemos na margem sul, no aeroporto da portela, no aeroporto de bruxelas, nas cadeiras reclináveis a fazer propaganda duma marca de cadeiras reclináveis no aeroporto de bruxelas, no aeroporto de hamburgo, metro até ao centro, casa dos amigos, jantar e cama

passados cinco dias não tínhamos casa, não tínhamos muito dinheiro e os nossos amigos revelaram-se não tão amigos, acho que é um bocado injusto dizer isto, provavelmente fomos nós que nos acomodámos e quando te acomodas num apartamento que é para duas pessoas e são quatro, bem, acho que te começas a revelar não tão amigo, tínhamos que sair dia 1, era dia 30 e nós, mais tu que eu, optimistas, acordámos com o feeling que era hoje que íamos encontrar a casa, depois da banhada que o outro nos queria dar e depois da casa não mobilada com uma casa de banho maior que o quarto, sem contar com a incessante e inútil busca que vínhamos a perseguir há três meses,

digo-te já, é um inferno encontrar casa, são caras, são vazias, são 1000 euros de depósito, são mais outros 1000 para a mobília, são o desespero em forma de casa,

dia 1 chegou e estávamos preparados para ir para a casa dum amigo dum amigo dum amigo do nosso amigo, longe, um anexo mobilado q.b, a uma hora de transportes de hamburgo, as malas fechadas, a confusão da sala onde ficámos contida, o tomás foi ter uma aula e eu fui ver uma casa, que estava para arrendar durante um mês apenas,

perdi-me a lá chegar, apercebi-me que era melhor ter ido a pé do que de metro, à porta para me receber uma jovem mãe com um bebé a tiracolo, um quarto, uma cozinha minimamente, é só por um mês porque vem a amiga depois, e eu, Não temos onde ficar hoje, pena que não estavas lá, fazias aqueles teus olhos, saí de lá com um bom feeling,

três horas de sufoco em casa à espera que ela nos ligue, ligou, fomos, cá estamos, instalados mas não demasiado, a fazer a reciclagem como deve ser porque aqui na alemanha multam essas cenas, eu a planear jantares, que saudades de viver contigo, laura!, a depilar-me com bandas na casa de banho, n'há cá mistérios, com preguiça agora de fazer o jantar porque é só para mim, ele foi jantar com os tugas da universidade, numa cena só de gajos, playstation, provavelmente,

hoje vimos outra casa e acho que é esta, precisamos de comprar uma cama, mas pelo menos temos tempo para construir a nossa casa porque não temos que sair nem pró mês nem pró ano que vem, ufa, ao menos isso, é central, não é cara, é pequena, mas chega para nós os dois e para que quiser vir dormir no sofá-cama que ainda não existe

tem estado sol, não muito frio

Um comentário:

Mariana disse...

Já tinha saudades de saber novidades! Ainda bem que as coisas finalmente se estão a ajeitar por aí! :)