15 janeiro 2014

quem me dera ser o lobo antunes, primeiro, gosto de lobos, animal bonito, poderoso e ao mesmo tempo com a semelhança canina ao melhor amigo do homem, o que lhe confere a ilusão de ser domesticável, segundo, porque quando o homem escreve, fico eu com vontade e sem capacidade de escrever, imagino quantas pessoas não hão de lhe ter mandado seus escritos, na esperança de sobressaírem, também tenho esse sonho, mas nem sei bem como chegar a ele, por isso escrevo, para mim na maior parte das vezes, mas dele roubo a simplicidade das descrições do quotidiano mundano, a falta de pausa na escrita, eu adoro, cada vez que lhe leio um romance, é cada página três ou quatro vezes, e ainda tenho o último com o marcador na página trinta, à espera de espaço mental para que o possa terminar,
gosto também do saramago, mas esse já foi, o sarcasmo dele também me inspira a dissecar as minhas próprias ideias,
e isto já parece uma crítica literária, ou então nada a ver com isso, eu sei, vem-me o termo à cabeça e eu sei que não está correcto, mas tenho preguiça de corrigir, pensar num melhor, já te disse, escrevo para mim na maior parte das vezes,
Já não é meia noite quem quer, está lá na minha mesa de cabeceira, comprei-o no verão passado, como é bom gastar dinheiro em algo que se quer, e desde então está lá, na minha mesa de cabeceira, a dois mil quilómetros de onde estou agora, nas férias considerei trazê-lo, é grande e pesa, e sinceramente não me achei capaz de o tentar ler novamente, talvez no verão, quando estiver dourada por fora e límpida por dentro, consiga ler, ata titi tio atou

Um comentário:

LL disse...

recebi o quinto das crónicas no natal. tão certo..