27 junho 2014

mais efémero (atrasado)

A vida do ser humano é conduzida à procura de estabilidade. É. Seja qual ela for. Quando atingimos um período em que as coisas nos parecem estáveis, assentamos na poltrona, num falso bem-estar. Falso porque não há estabilidade. Há rotina, há hábito. E, nesta brincadeira de ser jovem adulto, de já não ser estudante, de ser emigra, não há uma ponta de estabilidade na vidinha que levamos. Apetece escrever este texto com palavrões. Merda, caralho. Como quem diz, Epá, bolas.
Tudo é efémero, como já escrevi num conselho a uma amiga, com tal clarividência que até parece que não era eu a escrever. Porque ao final do dia, aqui deste lado também tudo é efémero. Passível de terminar.
E se?
Se terminar?
Colocar tudo em causa devido a análises exageradas. Ser recipiente duma irritação de quem sabe que não tem toda a razão mas que, no entanto, dorme aqui tranquilo, como faz todas as noites há quase um ano.
Estabilidade efémera.
Foda-se.

Nenhum comentário: