11 dezembro 2014

estão-me presentes

[n'alma]

como toda a gente que se preze - se pararmos para pensar, as generalizações são tão injustas - eu tenho aqueles amigos aos quais chamo amigos, mas que podia chamar de irmãos, namorados, pais, conhecidos, inimigos, porque de tão amigos que são muitas vezes se confundem com todos estes outros papéis sociais que acabei de enunciar,

são um pouco opostos um do outro, primeira e obviamente no sexo, depois de maneira mais subtil no jeito de ser, para quem está de fora até dá para ver o quão obviamente diferentes são, mas eu que estou dentro, a outra ponta do triângulo que apesar de tudo é equilátero, não me são tão claras as diferenças,

como um triângulo equilátero, somos complementos

tentei e apaguei todos os adjectivos que pensava que vos caracterizavam; afinal, um de vocês disse-me, Não especifiques, generaliza, e outro, Que as estatísticas assustam, e uma lista é nada mais que uma estatística disfarçada de palavras, uma categorização de coisas, através da qual podes ver qual a mais frequente, qual a menos, qual vem em primeiro, enfim, a estatística e as listas são primas afastadas que têm o mesmo avô

tenho pensado em vocês e que se foda se este sítio é para desabafos pessoais ou escritos de qualidade e interesse, para mim interessa, e é quase Natal, época dos presentes, a mim quem está presente são vocês.

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