um dia tomas a decisao dizes que sim imprimes o papel preenches tudo direitinho com montes de duvidas tiras fotocopias das coisas importantes fazes traducoes rascas disso juntas tudo num molhe e envias
recebes uma carta em alemao stressas porque nao percebes nada traduzes percebes que e uma especie de relutante sim
andas no vai nao vai para falar com musicos decentes gravas uma boa maquete com boa filmagem e envias
recebes outra carta em alemao a dizer que sim mas cuidado porque tens que saber alemao ate daqui a um mes pesquisas cursos e nao ha nada abaixo dos quatrocentos euros e desistes depois la aparece uma excepcao na qual te podes enfiar escondes-te ai com todo o prazer
pagas um bilhete de aviao ficas em casa de pessoas que ate nao conheces muito bem mas que te acolhem como uma princesa
concentras-te das o teu melhor que derivado aos nervos nao foi perfeito e apercebes-te que passaste todas as fases estas na ronda final frente a frente com uma unica concorrente duas pessoas para uma vaga
e ficas em segundo.
06 junho 2013
30 maio 2013
amor
vamos fazê-lo
teu beijo inocentemente a despertar-me arrepios em zonas remotas do meu corpo, de um momento para o outro passa de inocente a urgente, os teus olhos a prender os meus, agarra-me com mais força, beija-me mais, passa a tua mão nas minhas costas, aperta, deixa-me ver os teus olhos semicerrados em antecipação do prazer, tenho sempre aquele pensamento utópico e cinematográfico que me vais desabotoar a camisa, botão a botão, isso nunca acontece, a ânsia de te (me) (nos) ter é mais do que isso, despes-me furioso, na verdade, eu também quero que seja assim, não tenho paciência para a espera, beijas-me agora mais para te manteres em contacto comigo enquanto tiras a última peça de roupa que te prende a erecção, já estás glorioso assim, olhas para mim, o mundo pára, o tempo pára, o teu beijo é doce enquanto vens, finalmente, para dentro de mim, devagar, preenche-me, suspiramos os dois com a familiaridade da sensação, para mim o clímax é este momento, eu cheia de ti, tu rendido a mim
teu beijo inocentemente a despertar-me arrepios em zonas remotas do meu corpo, de um momento para o outro passa de inocente a urgente, os teus olhos a prender os meus, agarra-me com mais força, beija-me mais, passa a tua mão nas minhas costas, aperta, deixa-me ver os teus olhos semicerrados em antecipação do prazer, tenho sempre aquele pensamento utópico e cinematográfico que me vais desabotoar a camisa, botão a botão, isso nunca acontece, a ânsia de te (me) (nos) ter é mais do que isso, despes-me furioso, na verdade, eu também quero que seja assim, não tenho paciência para a espera, beijas-me agora mais para te manteres em contacto comigo enquanto tiras a última peça de roupa que te prende a erecção, já estás glorioso assim, olhas para mim, o mundo pára, o tempo pára, o teu beijo é doce enquanto vens, finalmente, para dentro de mim, devagar, preenche-me, suspiramos os dois com a familiaridade da sensação, para mim o clímax é este momento, eu cheia de ti, tu rendido a mim
27 maio 2013
aniversário
tudo parece impossível, hormonas a atacar-me o choro, só quero é chorar, sabes, nem sei bem porquê e isso não interessa nada, deixar cair, gordas, uma a uma, depois quatro a quatro, depois fico com a respiração presa nos soluços da garganta, rímel num rio preto pelas minhas bochechas afora, sabe bem, de maneira sadisticamente estranha, sabe bem,
durante praí 3 segundos
depois respiro, inspiro, expiro, controlo, o último soluço pensa melhor e volta para trás, estás a falar comigo e eu continuo com vontade de chorar, mas menos, pouco a pouco vai desaparecendo, aparece-me o primeiro sorriso na cara, a gargalhada da tua piada criativa, e de repente,
já está
o meu dia de anos que parecia ter sido uma porcaria afinal foi bom, acabei-o com uma coisa boa dentro de mim, e é nisto que penso, és o tipo de homem que me dá a volta ao humor no meu dia de anos no pico do meu ciclo menstrual, opá, casa-te já comigo
durante praí 3 segundos
depois respiro, inspiro, expiro, controlo, o último soluço pensa melhor e volta para trás, estás a falar comigo e eu continuo com vontade de chorar, mas menos, pouco a pouco vai desaparecendo, aparece-me o primeiro sorriso na cara, a gargalhada da tua piada criativa, e de repente,
já está
o meu dia de anos que parecia ter sido uma porcaria afinal foi bom, acabei-o com uma coisa boa dentro de mim, e é nisto que penso, és o tipo de homem que me dá a volta ao humor no meu dia de anos no pico do meu ciclo menstrual, opá, casa-te já comigo
14 maio 2013
dormir
herdar da minha mãe as insónias, acordo às quatro e obrigo-me a dormir mas é tarefa redundante e impossível, como obrigar-me a deixar de pensar numa coisa, como, se estou a pensar nela? (Duvido que consigas pensar em nada, Claro que consigo, Então?, Já está, Como é?, Assim uma parede branca enorme, Então não estás a pensar em nada, estás a pensar numa parede branca), levanto-me enfim depois de quatro horas inúteis de repouso fingido, mãos de manteiga ao pequeno almoço, a compota de morango em queda livre para o chão, o micro ataque cardíaco que isso me dá, não parte, está tudo bem, dói-me a barriga, assim, de lado, mil ensaios hoje, não sei nada, estudar, daqui a um mês sou licenciada, fogo
20 abril 2013
sobre a primavera
primeiro (pequeno) almoço na varanda
limonada fresquinha
o teu cabelo húmido em jeito de galã italiano, do suor dos nossos corpos
o primeiro cigarro do dia dá aquele estalo
o encaixe de mim em ti no sofá da tua sala
eu a fazer uma omelete - com muita cebola - com o teu pijama vestido, como nos filmes, tás a ver, mas com a ponta da t-shirt a passar por dentro da gola para ficar com a barriga à mostra como fazíamos na primária para brincar às spice girls ou aos adolescentes,
a intimidade suprema que é fazer-te a barba, o cuidado que tenho que ter porque sei que a boca é o teu instrumento de trabalho, eu sentada no teu colo, uma vez para baixo, uma vez para cima e a última vez só com água para baixo,
sair ao fim da tarde, cheirar a bom, a primavera, chegar aos sítios de dizer bom dia, são oito da noite, mas está tudo bem
12 abril 2013
não sei pôr normal
aquele post de baixo, a formatação incomoda-me, mas também não sei mudar
a formatação incomoda-me?
sim.
não posso ter dias iguais, formatados, senão dou em doida, é bom despachar tudo assim numa manhã de sexta-feira, preparar aulas, lidar com burocracias aborrecidas, tratar do passaporte - deixa-me meter-te nojo: vou à turquia cantar a 8ª de mahler, ainda ter três horas de aulas que afinal foram uma e meia que afinal foram os cinco minutos do fim em que apresentei o que tinha a apresentar, só me faltou mesmo dar uma corrida, ou ir à natação, mas que se lixe, precisava mais de dormir do que de correr, caham caham, enfim, fazer isto tudo de manhã para amanhã poder ter um dia em que não penso em nada e não faço nada, amo só, é tão bom - o amor e este dia de pausa, devias experimentar, até parece que respiras melhor, estou com medo de falar demasiado cedo, mas parece que a primavera chegou, why do I have spring fever, when I know it isn't spring, pumba, assim já cá vêm parar mais quatro pessoas que não sabem o nome deste tema mas sabem um bocadinho da letra, google search, já estavas, começam a ler e ainda me visitam mais vezes, seja bem-vindo, com todo o calor brasileiro, hoje sinto-me mais, fui fazer o passaporte e parecia que era mesmo como a minha mãe me dizia quando era pequena: apesar de estares no meio de lisboa, este sítio é um bocadinho do brasil, eu não percebia muito bem, mas acreditava, é a minha mãe, bolas, foi um pouco estranho falar com sotaque de cá com toda a gente que lá estava, mas é assim, esta trinacionalidade tem destas coisas, pronto, agora vou começar a não fazer nada, até logo
a formatação incomoda-me?
sim.
não posso ter dias iguais, formatados, senão dou em doida, é bom despachar tudo assim numa manhã de sexta-feira, preparar aulas, lidar com burocracias aborrecidas, tratar do passaporte - deixa-me meter-te nojo: vou à turquia cantar a 8ª de mahler, ainda ter três horas de aulas que afinal foram uma e meia que afinal foram os cinco minutos do fim em que apresentei o que tinha a apresentar, só me faltou mesmo dar uma corrida, ou ir à natação, mas que se lixe, precisava mais de dormir do que de correr, caham caham, enfim, fazer isto tudo de manhã para amanhã poder ter um dia em que não penso em nada e não faço nada, amo só, é tão bom - o amor e este dia de pausa, devias experimentar, até parece que respiras melhor, estou com medo de falar demasiado cedo, mas parece que a primavera chegou, why do I have spring fever, when I know it isn't spring, pumba, assim já cá vêm parar mais quatro pessoas que não sabem o nome deste tema mas sabem um bocadinho da letra, google search, já estavas, começam a ler e ainda me visitam mais vezes, seja bem-vindo, com todo o calor brasileiro, hoje sinto-me mais, fui fazer o passaporte e parecia que era mesmo como a minha mãe me dizia quando era pequena: apesar de estares no meio de lisboa, este sítio é um bocadinho do brasil, eu não percebia muito bem, mas acreditava, é a minha mãe, bolas, foi um pouco estranho falar com sotaque de cá com toda a gente que lá estava, mas é assim, esta trinacionalidade tem destas coisas, pronto, agora vou começar a não fazer nada, até logo
08 abril 2013
verdes, mas chuva
Chiado são luiz santa apolónia chiado são luiz bacalhoeiro chiado são luís marginal casa
Estacionamento manhoso no largo do são carlos, descer e subir e descer e subir outra vez para chegar ao teatro, tu o homem mais bonito à porta, a luz dos teus olhos nas minhas calças amarelas, jazz por todo o lado, cheiro de erva na rua, voltas e voltas nos sentidos obrigatórios, não posso virar aqui porra, castelo de são jorge?, não era bem isso, pizza em santa apolónia, devia mesmo começar uma dietazinha, ou melhor, fazer desporto suficiente para poder comer o que me apetece, vinho, café, mais vinho, histórias de pessoas que partiram os dentes, de volta ao são luiz, 'afinal tenho ajudas de custo', isto hoje é para a festa, bacalhoeiro com mais jazz, uma sala cheia de gente alheia à música, no entanto, basta alguém bater uma palma para desencadear o aplauso educadamente curto, o reconhecimento breve de que, de facto, há ali músicos a tocar, cerveja, não posso beber mais, bebe tu a minha que tenho que conduzir para casa, à meia noite e meia toca o combo da esmae, bora aí, amanhã tenho piano às nove e meia, eu deixo-vos lá e sigo para casa, a rua de só uma direcção do são luiz não me deixa dar sentido ao último beijo, sentir o teu respirar de vinho quente na minha cara, a marginal está deserta, só apanho cinco sinais vermelhos em quarenta e sete, mas começa a chover, vou de vidros abertos de qualquer das maneiras, cheguei, dormir
30 março 2013
azeitonas
gordas, aqui ao meu lado, mesmo a pedir, ponho uma na boca, trinco com a familiaridade portuguesa o meio, roer o caroço até ficar só mesmo o caroço, deitar fora para outra loiça, recomeça,
caroço loiça recomeça
hoje queria pegar numa guitarra e escrever uns versos, irónico como não me tem apetecido e agora de repente apetece quando não tenho guitarra, de alguma maneira estou a tentar transpor isso para este texto,
estou no porto, gosto do porto, a boa energia generalizada das pessoas do norte envolve-me com generosidade,
energia generalizada generosidade, está bonito isto hoje
estou numa casa de gente que conheci há dois dias e já me ocupam assim um lugar na alma, gente de sorriso genuíno, de Dormem no meu quarto, de Queres mais uma cerveja, de Come estas azeitonas e este paté que o jantar ainda vai demorar, sei que estás com fome, é assim, há gente assim no mundo,
nesta casa há sempre música a dar, quase sempre jazz, dois saxofonistas que vivem juntos, um tem uma clave de sol no braço e uma etiqueta de roupa - não passar a ferro lavar em água fria secar a seco - no abdómen, de manhã - as manhãs começam às duas da tarde nesta casa - está ele em tronco nu a lavar a loiça, pergunta Café?, no seu português holandesado,
as manhãs começam às duas da tarde e as noites terminam às seis da manhã, quando chegámos cá eram três e meia, fomos directo para uma festa da esmae, dark trance a passar, suor, fumo e outros odores no ar do espaço pequeno, gente que cumprimenta com os olhos, esta gente do norte, querem saber quem somos, donde vimos, conversamos um bocado, mesmo sem nos conhecermos, alguma vez isto aconteceria em lisboa, sempre aquele momento incómodo em que o teu olhar se cruza com alguém e rapidamente o desvias, porquê?, nem sabes porquê, pois,
à pala dessa noite de chegada as noites acabam tarde e as manhãs são tardes, quero ver como é que na segunda para acordar às sete e escola e trabalhar, não pensar nisso agora,
há tanta coisa boa a acontecer, deixa-me aproveitar
caroço loiça recomeça
hoje queria pegar numa guitarra e escrever uns versos, irónico como não me tem apetecido e agora de repente apetece quando não tenho guitarra, de alguma maneira estou a tentar transpor isso para este texto,
estou no porto, gosto do porto, a boa energia generalizada das pessoas do norte envolve-me com generosidade,
energia generalizada generosidade, está bonito isto hoje
estou numa casa de gente que conheci há dois dias e já me ocupam assim um lugar na alma, gente de sorriso genuíno, de Dormem no meu quarto, de Queres mais uma cerveja, de Come estas azeitonas e este paté que o jantar ainda vai demorar, sei que estás com fome, é assim, há gente assim no mundo,
nesta casa há sempre música a dar, quase sempre jazz, dois saxofonistas que vivem juntos, um tem uma clave de sol no braço e uma etiqueta de roupa - não passar a ferro lavar em água fria secar a seco - no abdómen, de manhã - as manhãs começam às duas da tarde nesta casa - está ele em tronco nu a lavar a loiça, pergunta Café?, no seu português holandesado,
as manhãs começam às duas da tarde e as noites terminam às seis da manhã, quando chegámos cá eram três e meia, fomos directo para uma festa da esmae, dark trance a passar, suor, fumo e outros odores no ar do espaço pequeno, gente que cumprimenta com os olhos, esta gente do norte, querem saber quem somos, donde vimos, conversamos um bocado, mesmo sem nos conhecermos, alguma vez isto aconteceria em lisboa, sempre aquele momento incómodo em que o teu olhar se cruza com alguém e rapidamente o desvias, porquê?, nem sabes porquê, pois,
à pala dessa noite de chegada as noites acabam tarde e as manhãs são tardes, quero ver como é que na segunda para acordar às sete e escola e trabalhar, não pensar nisso agora,
há tanta coisa boa a acontecer, deixa-me aproveitar
22 março 2013
toda a gente lê?
um dois três
que história queres ouvir hoje?
um conto erótico, nunca experimentei escrever um desses
pelo menos para toda a gente ler
em verso desajeitado ou em prosa corrida?
baseado em pessoas e sítios reais ou em ideias da minha cabeça?
mistura das duas?
escrevo um texto eufemístico, poeta, metafórico
ou um texto rude, directo, explícito?
o que te excita mais?
já estou a plantar o bichinho, isto daqui a duas semanas - que agora só escrevo de semanas em semanas - já tem início, meio e fim,
uma vez escrevi assim:
'que se foda o equilíbrio, eu quero sempre tender para ti'
gostei da frase, sem falsas modéstias
desconexo, isto
desconectada, eu
merda.
já não sei escrever?
06 março 2013
não é interessante
olá olá, como vai, eu estou bem,
ai credo, venho praqui com vontade de escrever e não sai nada, será que dá a todos a vontade de escrever, 'ai estou mesmo aflitinho para escrever uma quadra' ou 'o que me apetecia mesmo agora era um soneto' ou 'quero-te, crónica'
estou a divagar
quero-te, já agora, quero sim,
num texto sem direcção acho bem por cá disto: 'o som é meramente consequência de um acto; pouco ou nada importam as notas',
tenho as lentes secas
dei oito horas de aulas
lancei todas as notas no programademerdasócódigosburocráticosparalançarumasnotas
amanhã.
amanhã é lufada de ar fresco
só por saber que vejo quem Amo
ai credo, venho praqui com vontade de escrever e não sai nada, será que dá a todos a vontade de escrever, 'ai estou mesmo aflitinho para escrever uma quadra' ou 'o que me apetecia mesmo agora era um soneto' ou 'quero-te, crónica'
estou a divagar
quero-te, já agora, quero sim,
num texto sem direcção acho bem por cá disto: 'o som é meramente consequência de um acto; pouco ou nada importam as notas',
tenho as lentes secas
dei oito horas de aulas
lancei todas as notas no programademerdasócódigosburocráticosparalançarumasnotas
amanhã.
amanhã é lufada de ar fresco
só por saber que vejo quem Amo
Assinar:
Postagens (Atom)