um ano de namoro e quatro meses de partilha de casa
[e de hábitos, e de comida, e de cama, e de tarefas domésticas, e de novidades, e de problemas, e de]
é fácil acomodar-me
habituar-me ao conforto de te ter sempre comigo e deixar que isso caia na confortável rotina
mas não, não me quero habituar, querido. quero que seja especial, ainda. e é. se parar um bocadinho para pensar, eu sou a mulher mais sortuda do mundo, porque tenho a minha pessoa ao meu lado. porque ainda é especial andarmos de mãos dadas. porque é tão bom dar-te conforto físico e emocional. porque é tão bom recebê-lo de volta.
passou mais de um ano e continuas a ser o rapaz distraído por quem me apaixonei. e este texto pode parecer sem propósito ou interesse, mas tu, meu amor, mereces esta transposição para a escrita do que me vai na alma.
ich liebe dich
14 dezembro 2013
05 dezembro 2013
estilo de vida
aqui é bem diferente
às quatro é noite cerrada e já não conduzo há que tempos, as compras são feitas de bicicleta, qualquer destino é consultado numa aplicação de transportes que me diz exactamente quanto tempo demoro a lá chegar, estou a trabalhar numa área que não é a minha, e, isto é que me choca - daí o novo parágrafo -
estou a trabalhar na cozinha de um restaurante, tenho bolhas rebentadas, cortes, aqueles dedos enrugados de estar demasiado tempo no banho e umas mãos que não serão bonitas nos próximos tempos. sim, sou formada para uma área completamente diferente, muito mais específica, muito mais gratificante. mas, enquanto não dominar esta língua, é isto que me paga a renda.
(estou a emancipar-me e ainda nem tinha percebido)
agora sim, o que me choca:
o ano passado trabalhei dentro da minha área, a fazer exactamente o que sou formada para fazer. a diferença do que me pagam agora, na cozinha de um restaurante, e o que me pagavam então? um euro. e mais, não há aqui horas extras que não sejam pagas, os turnos são trocáveis quando eu quiser, não há tretas de dias de férias fixos e condicionados. e há gorjetas por cada dia que trabalho à volta dos quinze, vinte euros. e comer o que quiser, quando quiser, também.
nunca aqui senti que não respeitava o meu superior. nunca aqui me senti injustiçada ou a trabalhar à borla ou que o meu trabalho, por mais básico que seja, não seja apreciado.
pronto, já resmunguei.
e agora, a previsão meteorológica é furacão para Hamburgo. vou pôr quilos de arroz nos bolsos para não voar.
às quatro é noite cerrada e já não conduzo há que tempos, as compras são feitas de bicicleta, qualquer destino é consultado numa aplicação de transportes que me diz exactamente quanto tempo demoro a lá chegar, estou a trabalhar numa área que não é a minha, e, isto é que me choca - daí o novo parágrafo -
estou a trabalhar na cozinha de um restaurante, tenho bolhas rebentadas, cortes, aqueles dedos enrugados de estar demasiado tempo no banho e umas mãos que não serão bonitas nos próximos tempos. sim, sou formada para uma área completamente diferente, muito mais específica, muito mais gratificante. mas, enquanto não dominar esta língua, é isto que me paga a renda.
(estou a emancipar-me e ainda nem tinha percebido)
agora sim, o que me choca:
o ano passado trabalhei dentro da minha área, a fazer exactamente o que sou formada para fazer. a diferença do que me pagam agora, na cozinha de um restaurante, e o que me pagavam então? um euro. e mais, não há aqui horas extras que não sejam pagas, os turnos são trocáveis quando eu quiser, não há tretas de dias de férias fixos e condicionados. e há gorjetas por cada dia que trabalho à volta dos quinze, vinte euros. e comer o que quiser, quando quiser, também.
nunca aqui senti que não respeitava o meu superior. nunca aqui me senti injustiçada ou a trabalhar à borla ou que o meu trabalho, por mais básico que seja, não seja apreciado.
pronto, já resmunguei.
e agora, a previsão meteorológica é furacão para Hamburgo. vou pôr quilos de arroz nos bolsos para não voar.
29 outubro 2013
efémero
depositar a nossa vida na crença de uma existência conjunta
porque é diferente
porque é especial
porque nunca me senti assim
quem está de fora sorri, mesmo não acreditando mas sabendo que com o tempo pode vir a acreditar. na realidade:
efémero.
dói. ah, pois dói.
mas somos um antes de sermos um mais um e, se fizermos uma pausa à nossa dor porque enquanto estamos nela, turva-nos os olhos, aperta-nos a garganta, enche-nos a cabeça, já chegámos muito longe sendo só um. sem precisar da soma.
eu tenho sorte, muita sorte. arrisco-me a dizer que é desta.
mas para quem ainda não encontrou, porque vais encontrar, respira. um dia tiram-te o chão debaixo dos pés e tudo isto se revela o que é: efémero.
porque é diferente
porque é especial
porque nunca me senti assim
quem está de fora sorri, mesmo não acreditando mas sabendo que com o tempo pode vir a acreditar. na realidade:
efémero.
dói. ah, pois dói.
mas somos um antes de sermos um mais um e, se fizermos uma pausa à nossa dor porque enquanto estamos nela, turva-nos os olhos, aperta-nos a garganta, enche-nos a cabeça, já chegámos muito longe sendo só um. sem precisar da soma.
eu tenho sorte, muita sorte. arrisco-me a dizer que é desta.
mas para quem ainda não encontrou, porque vais encontrar, respira. um dia tiram-te o chão debaixo dos pés e tudo isto se revela o que é: efémero.
19 outubro 2013
amanhã já não é nada
sufoca-me um bocadinho, sozinha nesta cidade, tu tens a cabeça ocupada e eu tenho a minha desocupada, quando chegas a casa só quero que me ocupes mas acabo sempre por expressar a minha urgência por ocupação da maneira errada e acordamos cada um virado para o seu lado, a meio do dia damos tréguas mas já saíste, e eu, eu não saio muito, fico sufocada aqui, e sufoco a andar sozinha nas ruas também, sei que não gostas do dramatismo, quem me dera ser menos, mas escrever na tua ausência ajuda-me a clarificar os meus pensamentos, não fui talhada para estar em casa e vim para cá contigo, fica comigo então, mesmo quando não estás, fica, é sempre melhor quando ficas, que merda este nó na garganta, preguiça de apanhar a roupa, de pensar no jantar, que faço eu, bolas
05 outubro 2013
hamburgo
(não, não está assim tão frio)
um dia estávamos às três da manhã no pátio da tua casa na margem sul, dormimos, acho que fui só eu, meia hora e fomos para o aeroporto, duas grandes malas, uma mochila, uma trompa e uma guitarra, os casacos mais pesados vestidos porque já não cabiam, apesar de mesmo assim nos termos tido, ai jesus a conjugação, que sentar em cima delas para fecharem, as malas, nesse dia estivemos na margem sul, no aeroporto da portela, no aeroporto de bruxelas, nas cadeiras reclináveis a fazer propaganda duma marca de cadeiras reclináveis no aeroporto de bruxelas, no aeroporto de hamburgo, metro até ao centro, casa dos amigos, jantar e cama
passados cinco dias não tínhamos casa, não tínhamos muito dinheiro e os nossos amigos revelaram-se não tão amigos, acho que é um bocado injusto dizer isto, provavelmente fomos nós que nos acomodámos e quando te acomodas num apartamento que é para duas pessoas e são quatro, bem, acho que te começas a revelar não tão amigo, tínhamos que sair dia 1, era dia 30 e nós, mais tu que eu, optimistas, acordámos com o feeling que era hoje que íamos encontrar a casa, depois da banhada que o outro nos queria dar e depois da casa não mobilada com uma casa de banho maior que o quarto, sem contar com a incessante e inútil busca que vínhamos a perseguir há três meses,
digo-te já, é um inferno encontrar casa, são caras, são vazias, são 1000 euros de depósito, são mais outros 1000 para a mobília, são o desespero em forma de casa,
dia 1 chegou e estávamos preparados para ir para a casa dum amigo dum amigo dum amigo do nosso amigo, longe, um anexo mobilado q.b, a uma hora de transportes de hamburgo, as malas fechadas, a confusão da sala onde ficámos contida, o tomás foi ter uma aula e eu fui ver uma casa, que estava para arrendar durante um mês apenas,
perdi-me a lá chegar, apercebi-me que era melhor ter ido a pé do que de metro, à porta para me receber uma jovem mãe com um bebé a tiracolo, um quarto, uma cozinha minimamente, é só por um mês porque vem a amiga depois, e eu, Não temos onde ficar hoje, pena que não estavas lá, fazias aqueles teus olhos, saí de lá com um bom feeling,
três horas de sufoco em casa à espera que ela nos ligue, ligou, fomos, cá estamos, instalados mas não demasiado, a fazer a reciclagem como deve ser porque aqui na alemanha multam essas cenas, eu a planear jantares, que saudades de viver contigo, laura!, a depilar-me com bandas na casa de banho, n'há cá mistérios, com preguiça agora de fazer o jantar porque é só para mim, ele foi jantar com os tugas da universidade, numa cena só de gajos, playstation, provavelmente,
hoje vimos outra casa e acho que é esta, precisamos de comprar uma cama, mas pelo menos temos tempo para construir a nossa casa porque não temos que sair nem pró mês nem pró ano que vem, ufa, ao menos isso, é central, não é cara, é pequena, mas chega para nós os dois e para que quiser vir dormir no sofá-cama que ainda não existe
tem estado sol, não muito frio
um dia estávamos às três da manhã no pátio da tua casa na margem sul, dormimos, acho que fui só eu, meia hora e fomos para o aeroporto, duas grandes malas, uma mochila, uma trompa e uma guitarra, os casacos mais pesados vestidos porque já não cabiam, apesar de mesmo assim nos termos tido, ai jesus a conjugação, que sentar em cima delas para fecharem, as malas, nesse dia estivemos na margem sul, no aeroporto da portela, no aeroporto de bruxelas, nas cadeiras reclináveis a fazer propaganda duma marca de cadeiras reclináveis no aeroporto de bruxelas, no aeroporto de hamburgo, metro até ao centro, casa dos amigos, jantar e cama
passados cinco dias não tínhamos casa, não tínhamos muito dinheiro e os nossos amigos revelaram-se não tão amigos, acho que é um bocado injusto dizer isto, provavelmente fomos nós que nos acomodámos e quando te acomodas num apartamento que é para duas pessoas e são quatro, bem, acho que te começas a revelar não tão amigo, tínhamos que sair dia 1, era dia 30 e nós, mais tu que eu, optimistas, acordámos com o feeling que era hoje que íamos encontrar a casa, depois da banhada que o outro nos queria dar e depois da casa não mobilada com uma casa de banho maior que o quarto, sem contar com a incessante e inútil busca que vínhamos a perseguir há três meses,
digo-te já, é um inferno encontrar casa, são caras, são vazias, são 1000 euros de depósito, são mais outros 1000 para a mobília, são o desespero em forma de casa,
dia 1 chegou e estávamos preparados para ir para a casa dum amigo dum amigo dum amigo do nosso amigo, longe, um anexo mobilado q.b, a uma hora de transportes de hamburgo, as malas fechadas, a confusão da sala onde ficámos contida, o tomás foi ter uma aula e eu fui ver uma casa, que estava para arrendar durante um mês apenas,
perdi-me a lá chegar, apercebi-me que era melhor ter ido a pé do que de metro, à porta para me receber uma jovem mãe com um bebé a tiracolo, um quarto, uma cozinha minimamente, é só por um mês porque vem a amiga depois, e eu, Não temos onde ficar hoje, pena que não estavas lá, fazias aqueles teus olhos, saí de lá com um bom feeling,
três horas de sufoco em casa à espera que ela nos ligue, ligou, fomos, cá estamos, instalados mas não demasiado, a fazer a reciclagem como deve ser porque aqui na alemanha multam essas cenas, eu a planear jantares, que saudades de viver contigo, laura!, a depilar-me com bandas na casa de banho, n'há cá mistérios, com preguiça agora de fazer o jantar porque é só para mim, ele foi jantar com os tugas da universidade, numa cena só de gajos, playstation, provavelmente,
hoje vimos outra casa e acho que é esta, precisamos de comprar uma cama, mas pelo menos temos tempo para construir a nossa casa porque não temos que sair nem pró mês nem pró ano que vem, ufa, ao menos isso, é central, não é cara, é pequena, mas chega para nós os dois e para que quiser vir dormir no sofá-cama que ainda não existe
tem estado sol, não muito frio
18 agosto 2013
alvorada
nada de trompetes nem gritos, foi só chegar a casa tarde e ainda ver um episódio ou dois, cansados, nas frestas da persiana os primeiros raios do dia a passar, se calhar é melhor dormirmos agora,
casa, esta casa que já é minha, vamos às compras juntos e planeamos jantares, tudo sem horas marcadas e tudo sujeito ao nosso prazer, se a nossa preguiça dita que só almoçamos às quatro é isso mesmo que acontece, porque estamos de férias e sabe tão bem, sabes-me tão bem, tu, aqui deitado nu ao meu lado, meu amor,
casa, esta casa que já é minha, vamos às compras juntos e planeamos jantares, tudo sem horas marcadas e tudo sujeito ao nosso prazer, se a nossa preguiça dita que só almoçamos às quatro é isso mesmo que acontece, porque estamos de férias e sabe tão bem, sabes-me tão bem, tu, aqui deitado nu ao meu lado, meu amor,
08 agosto 2013
nortada
esfoliação natural, é o que isto é, bem me diz a rodinka, a romena da depilação que 'tu tens muitos pêlos encravados, tens que fazer esfoliação', rodi, se me visses hoje a fazer a vontade ao cão da minha amiga, nada contra cães, por sinal, senão ainda me caem em cima a favor dos cães, como a favor daquele cão, o que é que ele fez mesmo? ah, matou um bebé, mas graças a deus que foi absolvido no tribunal e que agora foi rebaptizado de mandela, fica no ouvido, mandela, o cão homicida, mas o fox, que é o cão da minha amiga, é querido, tem umas unhas que me deixaram as pernas, olha, sem pêlos!, é bebé e é histérico e ainda não matou nenhuma pessoa, mas para fazer a vontade ao cão lá fomos para o guincho as duas, quer dizer, não é bem o guincho, é uma praiazinha não vigiada antes de lá chegar, eu ao telefone, Oh tess, olha que aqui na varanda do meu oitavo andar está um bocado de vento, achas que é boa ideia ir ao guincho? ela, Sim, tem tado bom, ficamos entre as rochas, e eu, Tá bem, que fartinha de estar em casa estou eu, lá fomos, quando saímos do carro quase que fui abaixo com a primeira rajada de vento, está certo, engordei um bocado, mas veio tudo para a barriga - o que só contradiz a teoria que vou expôr, a de que o meu centro de equilíbrio está mais frágil, não está, está bom, banha, lá fomos encosta abaixo, e foram duas belas horas a comer areia de todas as maneiras e direcções, o cão estava contente, ao menos isso, parecíamos um casal de lésbicas com o cão na praia quase deserta, disse-lhe isto e rimo-nos as duas um bocado, ainda fomos ao santini aturar a fila para um gelado, valeu a pena, vale sempre, o rapazote a servir-me meio embasbacado com as duas miúdas giras da fila, não, não éramos nós, a tess ficou lá fora com o cão, vê lá se prestas atenção às coisas, a comentar entredentes com o colega Ai deixa tar que eu atendo, com a minha bola de gelado a derreter naqueles colheres especiais do gelado que eu não sei o nome, e eu, Mas importas-te de trabalhar, ó meu, mas só na minha cabeça, quando ele me dá o gelado eu, Obrigada, e depois, otário, dentro da minha cabeça, chamem-me má pessoa, a sério, não chames, mas eu gosto desta raivazinha interior que por vezes me alimenta, mesmo depois do banho ainda coço a cabeça e é só areia a sair-me do couro cabeludo
07 agosto 2013
ir
ir para longe, que nunca é assim tão longe.
mas vou. para uma terra que nem toda a gente tem a certeza geográfica onde fica.
talvez passe a ter um blog de emigrante. provavelmente, não.
ando a esvaziar a minha casa, a oferecer coisas. cruzei-me com uma carta de natal e, num rush de adrenalina de csi fui comparar com aquele postal anónimo que recebi quando vivia na hungria. és tu, mesmo? se és, digo-te já que tentaste disfarçar os teus oitos no postal, mas que os teus Ms denunciaram-te. se és, confirma-me só, por aqui, por mensagem, por sorriso. só para eu dormir tranquila.
vou viver a aventura, aquele clichê. as pessoas olham-me com uma hipocrisia absurda. toda a gente tem vontade de sair daqui, de não saber muito bem o que vai fazer, de partir para a aventura. blhac. mas quando eu digo que vou fazer mesmo isso, as pessoas deixam o espírito indiana jones de lado e começam com irritantes perguntas práticas do género Já tens casa?, Mas já deves ter lá algum trabalho não?, Não conheces lá ninguém?, e eu reúno toda a minha tolerância para aquele sorriso amarelo enquanto respondo Não, Não, Não.
está certo, tens razão, não vou sozinha. é bom. é muito bom, sabes? ter tal certeza dum amor que mudas de país assim.
vou, ah pois vou!
mas vou. para uma terra que nem toda a gente tem a certeza geográfica onde fica.
talvez passe a ter um blog de emigrante. provavelmente, não.
ando a esvaziar a minha casa, a oferecer coisas. cruzei-me com uma carta de natal e, num rush de adrenalina de csi fui comparar com aquele postal anónimo que recebi quando vivia na hungria. és tu, mesmo? se és, digo-te já que tentaste disfarçar os teus oitos no postal, mas que os teus Ms denunciaram-te. se és, confirma-me só, por aqui, por mensagem, por sorriso. só para eu dormir tranquila.
vou viver a aventura, aquele clichê. as pessoas olham-me com uma hipocrisia absurda. toda a gente tem vontade de sair daqui, de não saber muito bem o que vai fazer, de partir para a aventura. blhac. mas quando eu digo que vou fazer mesmo isso, as pessoas deixam o espírito indiana jones de lado e começam com irritantes perguntas práticas do género Já tens casa?, Mas já deves ter lá algum trabalho não?, Não conheces lá ninguém?, e eu reúno toda a minha tolerância para aquele sorriso amarelo enquanto respondo Não, Não, Não.
está certo, tens razão, não vou sozinha. é bom. é muito bom, sabes? ter tal certeza dum amor que mudas de país assim.
vou, ah pois vou!
25 julho 2013
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de duas semanas de digressão pelo país com os treze mais queridos, duas cantorias em lisboa, uma muito boa outra muito má, ala para santo andré, pela nacional nunca mais lá chegamos, chegámos!, praia às nove da noite, nuvens de mosquitos nas minhas pernas brancas, imperial, casinha de sempre (podias ver abaixo a descrição, mas acho que esse texto já foi), correria para sines, concerto, chave do carro encravada, ai merda, siga para lagos, nacional à beira-mar, Aqui ninguém diormie!, diz o madeirense, vamos, vamos, casa, ala pràs ferreiras comer a melhor dourada da minha vida, concerto, bebida em excesso antes do outro, correu bem, mais um, em lagos, lacobrigense, lisboa lavar a roupa suja, guimarães e o pernil de peru da mãe da marisa, concerto - paço dos duques, válega, meia hora à espera no apeadeiro no meio do nada, concerto, dormir três horas em lisboa e primeiro vôo da manhã para a madeira, madeira!, que coisa linda, calor, mata atlântica como no brasil, bananas, licor de maracujá, poncha, ai jasus, concerto, volta à ilha, correria para o aeroporto, embarcar nos últimos três minutos, chegar a lisboa, segunda circular, bahh
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de duas semanas de digressão pelo país com os treze mais queridos, duas cantorias em lisboa, uma muito boa outra muito má, ala para santo andré, pela nacional nunca mais lá chegamos, chegámos!, praia às nove da noite, nuvens de mosquitos nas minhas pernas brancas, imperial, casinha de sempre (podias ver abaixo a descrição, mas acho que esse texto já foi), correria para sines, concerto, chave do carro encravada, ai merda, siga para lagos, nacional à beira-mar, Aqui ninguém diormie!, diz o madeirense, vamos, vamos, casa, ala pràs ferreiras comer a melhor dourada da minha vida, concerto, bebida em excesso antes do outro, correu bem, mais um, em lagos, lacobrigense, lisboa lavar a roupa suja, guimarães e o pernil de peru da mãe da marisa, concerto - paço dos duques, válega, meia hora à espera no apeadeiro no meio do nada, concerto, dormir três horas em lisboa e primeiro vôo da manhã para a madeira, madeira!, que coisa linda, calor, mata atlântica como no brasil, bananas, licor de maracujá, poncha, ai jasus, concerto, volta à ilha, correria para o aeroporto, embarcar nos últimos três minutos, chegar a lisboa, segunda circular, bahh
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29 junho 2013
três, quatro anos numa aragem
e agora
nunca mais ciganos de algés, Olhá bófia, olhá bófia!, nunca mais 750 malcheiroso no inverno, no verão, à tarde e à noite, nunca mais escolher o melhor trance que tenho para descer a rampa de terra, nunca mais a rampa de terra, nem a outra, essa demoras logo mais 5 minutos, totó, nunca mais o acenar para alguém sempre conhecido na esplanada, nunca mais carlos caires cravar-me isqueiro, nunca mais pinho vargas dizer-me adeus, nunca mais cristina brito da cruz a contar que teve que preencher 354 inquéritos, nunca mais a carla do bar Bom dia, Martinha, então o teu Tomás, nunca mais grelhados todo o santo dia, nunca mais a calma pachorrenta dum elefante anestesiado da sara da reprografia, nunca mais lutar pela cordialidade com o segurança para conseguir uma sala, nunca mais pensar where the fuck is this room?!, nunca mais acenar à inês robert e ela saber o meu nome, nunca mais elogiar o cabelo da dona rosa para conseguir o comprovativo a tempo, nunca mais escaldões na esplanada, nunca mais amarelo parede corredor comprido, nunca mais ir ao piso s, nunca mais senhor vítor a oferecer-me água no elevador, nunca mais viagem de elevador de 57 segundos para chegar ao dois, nunca mais gritar Elevador! quando ainda vou no corredor, nunca mais pagar as propinas a horas, nunca mais burocracias, nunca mais esperar que ensaios da sinfónica terminem,
licenciada, fogo
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